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O Desembarque do PMDB da nau governista

Amanhã é o dia D para o governo da Presidente Dilma Rousseff. O dia do desembarque da tropa nem tanto aliada assim do PMDB. A maioria dos diretórios já se manifestou a favor do rompimento com o governo, o que significa mais votos favoráveis ao impeachment.  O Planalto teme o que parece ser óbvio: com a debandada do PMDB, outros partidos da base devem seguir o mesmo caminho, minguando ainda mais as forças governistas .

Os ventos do impeachment vão soprando cada vez mais forte, fechando o cerco contra a Presidente, que mantém um discurso de resistência, mas já sem acreditar muito no futuro do seu governo. À falta de apoio político, some-se a falta de apoio popular. Segundo o Instituto Datafolha, 69% da população reprovam o governo da Presidente Dilma. Os escândalos do petrolão, que nunca cessam, têm importante colaboração na formação dessa estatística. Mas não é a única causa. O baixo desempenho econômico tem gerado uma insatisfação crescente entre a massa trabalhadora, que outrora dava sustentação ao PT.

Diante desse cenário, o Vice-presidente, Michel Temer, já conversa com os correligionários sobre uma provável futura equipe de governo que seja capaz de recuperar a confiança dos empresários. O documento elaborado ainda no ano passado, intitulado Uma Ponte para o Futuro, está sendo detalhado e estudado pelos assessores mais graduados do PMDB.

Brasília vive, hoje, de fazer contas. Governo e oposição contam e recontam, várias vezes ao dia, os votos contra e a favor do impeachment. É uma cartada decisiva que será posta em cheque dentro de poucos dias, uma vez que as sessões no Congresso correm a uma velocidade jamais vista naquela Casa. Enquanto isso, Eduardo Cunha, mesmo com a corda no pescoço, se delicia com o sabor da vingança imposta à sua desafeto.