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Em defesa do patrimônio histórico de Teresina

Foi aberto ontem, na Oficina da Palavra, um seminário da maior importância para a cidade de Teresina, denominado “Noites de História”.  O evento discute, com a seriedade que o tema merece, a questão do patrimônio histórico e arquitetônico da capital piauiense, que vem se perdendo ao longo dos anos pela demolição destruidora causada pela especulação imobiliária.

Teresina é uma cidade sem memória. Nossos valores, cultura e prédios históricos vão se apagando com tempo, sem que fique, muitas vezes, sequer um registro. A avenida Frei Serafim, outrora repleta de belos casarões, quase já não os possui. A maioria foi destruída, seja para dar lugar a prédios modernos, cobertos de vidros e espelhos, ou pior, para virarem estacionamentos. Afinal, a lógica da cidade sempre foi privilegiar o veiculo particular, inchando as ruas e transformando o trânsito em um caos de tirar a paciência de qualquer motorista.

Patrimônio histórico sempre foi visto como “luxo” ou supérfluo por essas bandas. Não se sabe se por desconhecimento da sua importância para a construção da identidade do município ou por puro desleixo. Fato é que são poucos os prédios com valor histórico e arquitetônico que ainda permanecem de pé.

A Oficina da Palavra, espaço destinado a promover a cultura e as artes de um modo geral, tomou para si a iniciativa de discutir esse problema, chamando para a discussão profissionais das áreas de arquitetura, história e jornalismo, bem como todos os teresinenses que amam a cidade e se propõem a defendê-la da ganância dos que insistem em colocá-la por terra, literalmente. O seminário segue até sábado, na sede da Oficina, na Rua Benjamin Constant.