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Como vive o Brasil real

Os brasileiros chegaram ao quarto mês do ano sem as soluções para os problemas mais imediatos que passaram a fazer parte das suas vidas. Além da parcela da população que está se manifestando politicamente, contra ou a favor do impeachment da Presidente Dilma, há uma outra massa, considerável, a quem não interessa quem esteja no comando do país. Para essas pessoas, basta que alguém contenha a inflação que está corroendo o poder de compra das famílias de forma progressiva, ou que retome a estabilidade para que volte a existir vagas disponíveis no mercado de trabalho, ou ainda, que controle a escalada de dengue, zika, chikungunya e H1N1.

São todos problemas reais que afetam as pessoas de forma concreta no seu dia a dia, comprometendo-lhes a saúde do corpo e do bolso. Distante das negociatas do planalto central, o Brasil real segue a duras penas, tentando manter um mínimo de normalidade em casa e no trabalho.Mas está ficando cada vez mais difícil.

Os empresários encolheram os investimentos porque não sabem os rumos que a economia vai seguir daqui para frente. A presidente fica ou sai? Se sair, como será a composição do futuro governo? De que forma os investidores estrangeiros vão reagir ? Com tantas incertezas no horizonte, a indústria não se expande, os empregos encolhem, e o consumo, idem.

Na saúde, área vital para a população, o cargo de ministro virou moeda de troca, importando menos o compromisso em debelar as epidemias que já nem deveriam mais existir no país, e focando apenas os possíveis votos necessários para barrar o processo de impeachment. A consequência pode ser vista nas filas formadas nos postos de saúde em busca de vacinas para a gripe H1N1, ou nos pacientes acamados com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

O desfecho em Brasília ainda é incerto, mas é bom que seja logo decidido de uma forma ou de outra para que o Brasil volte aos trilhos e possa retomar a vida normal, com emprego, comida na mesa e saúde para a população. É isso, de fato, que interessa.