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Cada um por si

Em São Paulo, o surto de gripe A , provocada pelo vírus H1N1, causou uma verdadeira correria aos postos e clínicas de saúde em busca da vacina contra a Influenza. Aqui no Piauí, a doença começa a preocupar as autoridades médicas. A Secretaria de Estado da Saúde notificou 20 casos suspeitos, com um óbito, ainda sob investigação.

As doses da vacina contra o H1N1 disponibilizadas pelo governo ainda não estão disponíveis nos postos. E quando chegarem, não serão suficientes para atender à população. Por isso, foram criados grupos prioritários, que incluem crianças, idosos, pacientes crônicos, trabalhadores em saúde, gestantes, puérperas ( mulheres no pós parto) e a população carcerária.

O restante dos mortais terá que procurar se prevenir de outras formas, seja lavando e higienizando as mãos com álcool gel várias vezes ao dia, ou mesmo evitando lugares fechados com aglomeração. Para os que podem desembolsar R$ 120, existe a possibilidade de adquirir a vacina em clínicas privadas. Mas mesmo nelas, o estoque é limitado.

O surto da gripe A, de efeitos bem mais graves que a gripe comum, e o consequente medo da população são reflexos do descuido com a área da saúde, que deveria ser prioritária. Mas o dinheiro que deveria ser aplicado na prevenção desta e de outras doenças é usado de forma pouquíssimo republicana em nosso país, onde sobra dinheiro para pagamento de propina, mas falta a setores essenciais.

A população, sempre ela, fica com o ônus de tentar se proteger por conta própria, assumindo todos os riscos decorrentes da falta de ação do poder público. É assim também nas áreas de segurança e educação. E será assim até que essa mesma população aprenda a reivindicar seus direitos a uma vida digna, com tudo que lhe é assegurado pela Constituição Brasileira.