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PP se reúne hoje para decidir sobre apoio a Dilma

Como se já não estivesse bastante confuso, o tabuleiro político brasileiro ganha mais uma novidade para embaralhar ainda mais as peças desse complicado xadrez, no qual não há espaço para amadores. Com a disputa acirrada pelos votos contrários e favoráveis ao impeachment da Presidente Dilma Rousseff, governo e oposição estudam alternativas caso seus planos e expectativas venham a falhar.

Enquanto os opositores contavam que, depois da saída do PMDB da base aliada, outros partidos, como o PP, viriam por gravidade para o mesmo lado, o governo tratou de apressar-se na oferta de cargos e verbas para manter os indecisos à sua volta. E parece estar conseguindo o efeito desejado. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, convocou uma reunião do partido para hoje à tarde. Tentará convencer seus pares a votarem a favor da Presidente Dilma. Nos bastidores, fala-se que a moeda de troca inclui os Ministérios da Saúde e da Educação, além da presidência da Caixa Econômica Federal.

Do outro lado, com medo de não contarem com os votos necessários para votar o impeachment, a oposição já fala na convocação de novas eleições presidenciais. Uma ideia que dominou as discussões ontem em Brasília. Este também é o pensamento de Marina Silva, da Rede Sustentabilidade. A campanha já tem até slogan: “ Nem Dilma, nem Temer, Nova Eleição é a Solução”. Claro que essa é uma proposta ainda mais difícil de ser aprovada, até porque os aliados de Dilma já disseram que nova eleição, só se for para todos os mandatos, incluindo deputados e senadores.

E há ainda o pedido de impeachment também para o vice-presidente, Michel Temer. O PT avalia que, se por ventura, vier a perder o principal cargo do país, não vai entregá-lo de mão beijada ao seu outrora aliado, e agora inimigo. Se cair um, caem os dois. Este é o pensamento. Com todos esses cenários, a única certeza é a de que o país vive um momento de indefinição, no qual ninguém sabe ao certo como será o amanhã. Nem qual serão os desdobramentos econômicos e sociais em qualquer uma das soluções propostas. É tempo de cautela e observação. O mais importante, qualquer que seja o desfecho desse imbróglio, é que o país saia amadurecido, com instituições fortalecidas, e volte a crescer com a estabilidade necessária para a retomada da atividade econômica e o consequente bem estar social.