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CFM fiscalizará atestados falsos na votação do impeachment

Começou a contagem regressiva para a votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Durante toda esta semana, os parlamentares em Brasília não farão outra coisa a não ser negociar votos contra ou a favor. Virou uma espécie de FLA X FLU político, no qual pesam muito mais os interesses pessoais do que a preocupação com o país.

O ex-presidente Lula montou um gabinete em um hotel da capital federal para conversar pessoalmente com os parlamentares e tentar convencê-los de que o melhor negócio é ficar ao lado do governo. Cargos e verbas, claro, são o principal argumento de convencimento entre os indecisos. Essa é a lógica de Brasília.

Uma estratégia que está sendo articulada para que a oposição não obtenha os 342 votos necessários à aprovação é a ausência dos parlamentares em  plenário. Como o voto é aberto, para não se indispor com a opinião pública, já tem deputado “programando” doença para o dia da votação. Acontece que, em tempos de mídia social, as informações circulam rápido. E está correndo no whatsApp um vídeo do deputado Sílvio Costa, vice-líder do governo na Câmara,dizendo, entre sorrisos, que a oposição não pode impedir um deputado de adoecer. O Conselho Federal de Medicina teve acesso ao vídeo e já se manifestou, dizendo que vai fiscalizar possíveis atestados falsos concedidos aos parlamentares. A concessão de atestado gracioso é passível de punição pelo Conselho médico.

Ainda faltam alguns dias, mas, até lá, as correntes políticas irão se movimentar como nunca em uma maré que, para o bem ou para o mal, decidirá o futuro do país. Os brasileiros esperam que saia a melhor solução para tirar o Brasil do marasmo e retomar o crescimento perdido.