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O mosquito não tira folga

Nos últimos dias, e em especial nesta semana decisiva para o futuro do governo, é natural que todos os olhares e atenções estejam voltados para a política. E é este mesmo o assunto que está dominando o noticiário e as rodas de conversa nos quatro cantos do país. No entanto, não podemos esquecer  os problemas que estão afetando os brasileiros no seu dia a dia.

Depois do alarde  causado pelo  surto de microcefalia provocado pelo vírus zika, pouco a pouco, o combate ao mosquito Aedes aegypti  foi ficando esquecido. E, agora, os casos de chikungunya estão se multiplicando, fazendo novas vítimas por toda a cidade.

A chikungunyia, tal qual a dengue, causa muitos transtornos, como dores intensas nas articulações, febre, mal estar e manchas vermelhas pelo corpo. É uma doença que afasta o paciente das suas atividades normais, trazendo prejuízos físicos e econômicos.

Não dá para vacilar ou esquecer  o problema. De fato, houve negligência ao longo dos anos no combate ao mosquito, que já nem deveria mais existir em nosso país. Mas ainda vivemos em cidades com baixa cobertura de esgoto e saneamento. E a própria população também colabora para a proliferação do Aedes aegypti, quando joga lixo na rua ou, ainda, acumula lixo dentro da própria casa.

As olimpíadas estão se aproximando e o Brasil deixaria uma péssima impressão para o mundo se as delegações dos diversos países que vêm participar de uma competição esportiva, evento  que tem uma imagem ligada à saúde, ficassem doentes por conta de um mosquito que deveria ter sido combatido, mas que saiu vitorioso diante da omissão das autoridades e da população.