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Começa a contagem regressiva no Senado

Hoje, de fato, começa no Senado o rito para a condução do pedido de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, será eleita a comissão especial que analisará o processo. O nome do senador Raimundo Lira (PMDB/PB) é quase consenso entre os demais senadores. O problema é o nome sugerido para a relatoria, que coube ao senador Antônio Anastasia (PSDB/MG). Os petistas não concordam com a indicação de Anastasia por considerarem que ele tem posição formada a favor do afastamento da presidente.

Eleitos os senadores que vão compor a comissão especial, esta deve ser instalada ainda amanhã. E, então, há um prazo de dez dias úteis para que seja apresentado o relatório que vai ser posto em votação para a admissibilidade, ou não, do pedido de impeachment. Caso a oposição obtenha a maioria simples dos votos, que no senado equivale a 41 votos, o processo é aceito e a presidente é afastada imediatamente por 180 dias, período em que o governo passa a ser conduzido pelo vice Michel Temer.

Se, de fato, Temer assumir o governo, ainda que temporariamente por seis meses, será ele quem estará no comando do Brasil durante as olimpíadas no Rio de Janeiro, que acontecerão em agosto. Vai ser um golpe duro para o PT, que contava estar no comando dessa festa. Mas não será tarefa fácil para Michel Temer, e ele tem consciência disso. O país está dividido, o desemprego avança, os empresários não têm mais confiança para investir e as dívidas econômica e social só aumentam.

Ontem, Michel Temer conversou demoradamente com Henrique Meirelles. Ele está sendo cotado para assumir a pasta da fazenda, justamente para resgatar a credibilidade do mercado. Mas Meirelles já sinalizou que só aceita o cargo se indicar todos os outros ligados à sua gestão, incluindo aí Banco Central, BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil. Tanto ele como Temer sabem que o país tem pressa e não pode esperar.