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O que não pode faltar no dia das mães

Com a proximidade do dia das mães, o comércio está em festa. Na verdade, a segunda maior festa do ano para os lojistas, ficando atrás apenas do Natal. Embora com um volume de vendas inferior ao do ano passado, em função da crise econômica do país, as lojas aumentam suas vendas para alimentar a celebração mercadológica criada em torno da figura materna.

Para estimular  o sentimentalismo que sustenta a data, muitos anúncios românticos se espalham nos veículos de comunicação e redes sociais.Tudo para fomentar bons lucros em tempo de recessão. As mães, comovidas, agradecem as homenagens recebidas no próximo domingo. Mas ao longo dos 364 dias restantes do ano, continuam a sonhar com o carinho, respeito e dedicação que merecem.

E não há respeito maior às mães de todo o Brasil que oferecer-lhes assistência médica  para realizarem o pré-natal como devem, maternidades bem equipadas, creche e escola de qualidade para seus filhos, hospitais preparados para atendê-los quando estiverem com febre e dor a qualquer hora do dia, e segurança para que possam usufruir de tudo isso.

Qualidade de vida, com perspectiva de um bom futuro, é o que toda mãe sonha para o seu filho desde o instante da concepção. Mas esse é um sonho restrito às mulheres que possuem uma renda diferenciada, capaz de pagar a mensalidade de uma escola particular ou um plano de saúde. Ainda assim, ficam sujeitas à violência urbana, essa ameaça permanente que tira o sono materno cada vez que o filho atravessa a porta da rua.

Para que o dia das mães seja festejado pra valer, o Brasil precisa resgatar seus valores de proteção à família, assegurando-lhe pelo menos o básico que está previsto na Constituição. Sem casa, comida, educação e saúde, fica difícil comemorar a data ao lados dos filhos.