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40 anos depois, Piauí vai ganhar nova maternidade

Somente hoje, após 40 anos de funcionamento da Maternidade Evangelina Rosa em uma estrutura pré-moldada, que deveria ser provisória, será lançado o edital para a construção de uma nova maternidade pública do Estado. A conclusão da obra deve demorar dois anos.

Em janeiro deste ano, a situação da Evangelina Rosa foi tema de uma reportagem de capa da Revista Cidade Verde, que denunciava a precariedade do atendimento médico em função da falta de estrutura e da superlotação. No intervalo de um ano, a maternidade registrou a morte de 313 bebês e 17 mães. Os médicos fizeram um desabafo ao relatarem que, por falta de leitos, tinham de escolher quem teria mais chances de sobrevivência. O próprio diretor admitiu que, algumas vezes, os partos eram realizados em cadeiras porque não havia macas suficientes.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa permaneceu durante quatro décadas como a única do Estado capaz de atender procedimentos de alta complexidade. Durante esse período, o Piauí foi governado por médicos ( Mão Santa e Wilson Martins), mas nem eles resolveram o problema da MDER.

Agora, com um atraso significativo, finalmente, uma luz se acende para pôr fim ao problema da superlotação de mães e bebês da maior maternidade pública do Estado. A nova sede será construída na Av. Presidente Kennedy, próximo ao Zoobotânico, na zona leste da cidade, e deverá contar com 260 leitos, sendo 20 de UTI para  adultos; e 20 de neonatal.

Tanto as mães quanto os profissionais de saúde aguardam ansiosos pela inauguração da nova maternidade para que os futuros piauienses venham ao mundo em  condições adequadas, com conforto, segurança e higiene, sem o risco de entrarem na loteria para saber quais serão os escolhidos na hora do parto.