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O dia D para o Planalto

Para o bem ou para o mal, o destino da Nação será lançado hoje em uma sessão do Senado, marcada para iniciar agora de manhã e sem hora para terminar. Os 81 senadores votarão hoje o pedido de admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Desde que não ocorra uma reviravolta que venha a surpreender o país, a previsão, pelos números contabilizados até agora, é de que o processo seja aprovado. Caso isso ocorra, Dilma será afastada imediatamente por 180 dias e a presidência passa a ser ocupada pelo vice, Michel Temer.

A sessão deve iniciar as 9h, com intervalo programado entre 12h e 13h, retomando os trabalhos logo em seguida até o novo intervalo, marcado para às 18h. Às 19h, os senadores retornam à sessão até que seja concluída a votação. Os votos serão colhidos por meio do painel eletrônico, mas, antes, cada senador terá  direito a 10 minutos para discutir o voto.

Para que o processo seja aprovado no senado, basta a maioria simples dos votos, ou seja, 50% mais um. Se todos os 81 parlamentares votarem, serão necessários 41 votos. A oposição conta com bem mais que isso e até o próprio governo já admitiu a derrota nesta primeira fase. Por isso mesmo, vem tentando, a todo custo, impedir a votação. Primeiro com o intempestivo ato do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, de anular a sessão na qual os 367 deputados federais votaram pelo impeachment. Agora, com um recurso da Advocacia Geral da União junto ao Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, a fila do “beija-mão” no Palácio Jaburu, residência do vice-presidente, Michel Temer, não para de crescer. Ele já está com a nova equipe de governo praticamente formada e o terno de posse engomado, pronto para assumir a cadeira do principal mandatário do país. Resta agora aguardar o desenrolar dos fatos deste onze de maio, data que vai entrar para a história do país.