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A insegurança na Casa de Custódia

Mais um dia de terror, medo e pânico dentro e fora da Casa de Custódia. Fato que tem se tornado corriqueiro neste ano de 2016, que ainda nem completou cinco meses. As constantes rebeliões e motins naquela Casa são previsíveis, afinal lá estão amontoados (este é o termo correto) o triplo de presos que a estrutura suporta.

A incidência de rebeliões e mortes na Casa de Custódia leva a uma mesma pergunta feita por todos os teresinenses: por que não se resolve o problema da superlotação ali? Quantos mais deverão morrer? E quantas pessoas que moram ou passam por aquele trajeto continuarão a correr risco?

Os agentes penitenciários vêm denunciando há bastante tempo que o espaço não oferece infraestrutura adequada e, tampouco, segurança. Ou seja, quem trabalha lá também está com medo, e não sem razão. A verdade é que a Casa de Custódia não vem cumprindo seu papel e está funcionando mais como uma panela de pressão prestes a explodir a qualquer momento.

A ação imediata e eficaz naquela unidade é urgente. Notas oficiais não resolvem o problema nem calam a insatisfação de quem está lá dentro, seja na condição de custodiado, seja na de profissional. Isso sem falar no prejuízo econômico aos cofres do Estado, que se vê obrigado a reconstruir os pavilhões cada vez que eles são depredados em rebeliões como a de ontem à tarde. Um prejuízo que a sociedade já cansou de pagar.