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Perigo na Casa de Custódia

Neste final de semana foi registrada a décima fuga de detentos da Casa de Custódia só em 2016, o que resulta em um média de uma fuga a cada quinze dias. A causa apontada é sempre a superlotação do presídio. De fato, lá existem presos demais e agentes penitenciários de menos. Numa casa com capacidade para cerca de trezentos detentos há pelo menos o triplo dessa quantia. Mas não é só isso.

A estrutura do prédio é deficiente, do contrário não seria violado tantas e repetidas vezes. Muitos dos presos que lá se encontram são provisórios, o que gera uma revolta e insatisfação maior que a já habitual. Os agentes penitenciários também encontram-se insatisfeitos, a vigilância é precária, enfim, o sistema é deficiente e isso salta aos olhos da comunidade.

A pergunta que se faz é por que não houve uma intervenção séria para resolver o problema que já vem se arrastando há bastante tempo, sem que houvesse medidas efetivas para por fim a esse clima de insegurança que tanto incomoda a população. As fugas deixaram de ser um evento isolado, atípico, e tornaram-se rotina na Casa que deveria custodiar os presos do Estado.

Os cidadãos que sustentam o presídio com seus impostos já estão cansados de pagar repetidas vezes pelos mesmos consertos de paredes, grades e teto. Além disso, vivem sobressaltados com o medo causado por presos, alguns perigosos, soltos pelas ruas da cidade.

O Governo do Estado está devendo uma resposta à sociedade e ela precisa vir rápido. Nessa proporção de fugas, não dá mais para esperar por discussões intermináveis e soluções a longo prazo. O prazo já expirou. E, hoje, são os cidadãos de bem que estão mantidos presos dentro de casa com medo dos que deveriam realmente estar trancafiados, mas encontram-se soltos, praticando crimes à luz do dia.