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Imprensa livre e democracia

Hoje, primeiro de junho, comemora-se o dia da imprensa. Até o ano de 1999, a data era comemorada no dia 10 de setembro. A mudança aconteceu para celebrar o início da circulação do primeiro jornal brasileiro, o Correio Brasiliense, fundado por Hipólito da Costa.

Defendida por uns, odiada por outros ( os que não gostam da transparência e da livre circulação de ideias), a imprensa é pilastra fundamental na sustentação do regime democrático. É por ela que a população toma conhecimento dos fatos e fica sabendo o que acontece na sociedade, na política, na administração pública e em todos os setores que permeiam nossa vida.

Depois de conquistarmos a liberdade e o fim da censura, nem dá mais para imaginarmos como seria o mundo sem uma imprensa independente para veicular todos os acontecimentos que nos dizem respeito. Viveríamos à sombra, longe do conhecimento sobre o que se passa à nossa volta.

Tomemos como exemplo o Brasil dos nossos dias. Quantos fatos obscuros que macularam nosso país e comprometeram a estabilidade política e econômica só foram tornados públicos por conta do trabalho incansável da imprensa em revelar os bastidores de uma rede bem tramada para sangrar os cofres públicos. Graças ao trabalho dos jornalistas, a população ficou sabendo como nossos representantes políticos, eleitos para defender nossos interesses, fazem negociatas espúrias, preocupados tão somente com o aumento do seu patrimônio pessoal por meio do enriquecimento ilícito.

 A imprensa, como bem disse o mestre Rui Barbosa, é a vista da nação. Até hoje, suas palavras continuam absolutamente atuais e verdadeiras: “Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alveja, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça.”