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Domingo é dia de Fraternidade

Faltam apenas cinco dias para uma das maiores, senão a maior, ação mobilizadora de Teresina. No próximo domingo, 12 de junho, a cidade se unirá para celebrar o amor. Não o amor particular de um casal apenas, mas o amor universal, que abraça a todos indistintamente, sobretudo os mais necessitados e discriminados

Dia 12 é também o dia da Caminhada da Fraternidade, um evento que há 21 anos reúne pessoas de todas as idades para caminhar em defesa dos pacientes atendidos pelo Lar da Fraternidade, que acolhe pacientes portadores do vírus HIV; Lar de Maria, que recebe pacientes em tratamento de câncer; e Centro Maria Imaculada, referência no tratamento de hanseníase.

Com o dinheiro arrecadado na venda dos kits, compostos de camiseta, boné e mochila, a Igreja Católica mantém essas três Casas e ainda ajuda outros projetos sociais de promoção humana que se inscrevem para receber o benefício. É uma forma bonita de ajudar pessoas que estão machucadas pela dor da doença, do abandono e, muitas vezes, do preconceito sofrido pela moléstia que carregam no corpo.

E por que não apenas depositar o dinheiro necessário para manter essas instituições? Porque não se trata de uma ajuda mecânica, fria, distante. A proposta da Caminhada da Fraternidade é aproximar os irmãos, é dar visibilidade à dor de cada um, é gritar para a cidade inteira que não podemos suportar o preconceito ou a exclusão.

Quando caminhamos juntos, fazemos parte de uma mesma família e nos irmanamos na dor e na alegria do outro. Caminhar é botar a mão na massa e o pé na estrada em socorro dos que precisam. Em um tempo de individualismo e narcisismo exacerbado, a Caminhada é um convite à partilha e à solidariedade. É a oportunidade de resgatarmos nossa humanidade perdida em meio ao consumismo para exercitarmos um pouco de generosidade e, quem sabe, nos redescobrirmos como filhos de Deus.