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Tchau, Eduardo!

A guilhotina de Brasília cortou mais uma cabeça. Depois de oito longos meses de postergação, o processo de cassação do deputado Eduardo Cunha finalmente foi votado e aprovado pela comissão de ética. O resultado ainda precisa ser confirmado em plenário, mas dificilmente será revertido.  Venceu a pressão popular, que se mobilizou em um coro uníssono. Afinal, já que começou a varredura para limpar o país dos que malversam o dinheiro público, que o serviço seja completo.

A despeito de alguns excessos que tenham ocorrido na operação Lava-Jato, ela está proporcionando uma oportunidade jamais vista, pelo menos na nova República, de combater a corrupção na vida pública. É certo que essa cultura vem de séculos atrás e seria ingenuidade imaginar que acabaríamos com ela em uma única operação. Mas em algum momento é preciso começar o trabalho e ele vem sendo feito exemplarmente.

O Brasil está, sim, sendo passado a limpo, para usar o bordão do jornalista Boris Casoy. E é preciso reconhecer o papel imprescindível do Ministério Público, da Polícia Federal, de alguns bravos juízes, como Sérgio Moro e, claro, da população brasileira que já não aceita mais ver o dinheiro pago em impostos ser desviado para contas no exterior.

O trabalho não pode parar com Eduardo Cunha. Como ele, há muitos outros que enriqueceram ilicitamente e que precisam prestar contas com os órgãos públicos e com a sociedade. O controle social deve continuar para que a operação prossiga lavando o país dessa lama que suja, envergonha e empobrece a nação.