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Com dívida de R$ 850 mi, Piauí pede socorro em Brasília

O estado de calamidade pública decretado pelo Rio de Janeiro não afeta somente a imagem da cidade que irá sediar os Jogos Olímpicos, mas a própria relação dos demais estados da federação com o governo federal. Hoje, os governadores de todos os estados se reúnem em Brasília com o Presidente interino, igualmente com os pires estendido, pleiteando o perdão das suas dívidas com a União.

O Piauí estará representado pela vice-governadora, Margareth Coelho, e pelo secretário de fazenda, Rafael Fonteles. O governador Wellington Dias  encontra-se em Fortaleza para participar de um seminário sobre desenvolvimento do Nordeste.

Segundo o secretário de fazenda, o Piauí não tem dívida diretamente com a União. A nossa dívida é com o BNDES, avaliada em R$ 850 milhões.  Cada estado possui uma situação peculiar, mas todos têm pendência com o governo federal e estão unidos em torno do discurso que pede o alongamento da dívida e um prazo de carência.

O Rio de Janeiro foi bastante prejudicado com a queda no preço do petróleo e o escândalo da Petrobras. Mas, em vez de fazer um ajuste nas contas, cortando gastos e adequando-se à nova realidade, continuou a gastar  desregradamente até chegar a situação em que se encontra hoje, com o comprometimento de serviços essenciais e do pagamento da folha de pessoal. O precedente aberto no socorro ao Rio de Janeiro é perigoso porque é um estímulo à má gestão dos recursos públicos.