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A prisão do Ministro e o custo Brasil

A Operaçã Lava Jato ainda está longe de chegar ao fim e, cada vez que o final da semana se aproxima, cresce a expectativa com relação a novos desdobramentos. Hoje, o Brasil foi surpreendido logo cedo com a prisão preventiva ( sem tempo determinado) do ex-ministro do Planejamento do governo Lula, Paulo Bernardo.

A 18ª fase da operação realizou também um mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-ministro, casado com a senadora Gleisi Hoffmann (PT) em Curitiba. O motivo da prisão foi  o pagamento de propina em um contrato com uma empresa de informática no valor de R$ 100 milhões, enquanto Paulo Bernardo ocupava a pasta do planejamento. 

A operação tem o sugestivo nome de Custo Brasil. De fato, o custo do país é encarecido absurdamente com o dinheiro que escorre pelos ralos da corrupção. Para alimentar a cadeia do desvio do dinheiro público, os contratos são superfaturados e, algumas vezes, nem sequer são executados, mas o dinheiro é pago.

E quando os recursos públicos são direcionados para o enriquecimento ilícito dos seus operadores mau intencionados acaba faltando dinheiro para a realização de obras e projetos essenciais para o bem estar da população. A população precisa entender que não é o governo que paga a conta. Somos nós mesmos, que ficamos desassistidos de hospitais públicos de qualidade, de mamógrafos, de rodovias e ferrovias seguras, de salas de aula e tantas outras coisas que poderiam melhorar a vida do nosso povo.