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A dupla feijão com arroz está ameaçada

Especialistas começam a ficar preocupados com o risco de desabastecimento de grãos no país. O primeiro sinal veio com o feijão, cujo preço disparou nas prateleiras dos supermercados e passou a virar motivo de brincadeiras nas redes sociais. A queda na produção do grão levou à diminuição da oferta e à consequente elevação do preço final do produto. Justo o feijão, produto da preferência popular, indispensável na mesa do brasileiro. Os estoques do produto estão assegurados por mais 13 dias, apenas.

Diante da crise, o governo federal decidiu importar feijão. Mas o tipo carioquinha, o mais consumido por aqui não é produzido no exterior, portanto não tem como ser importado.O preço do produto já subiu 33,49%, de janeiro a maio deste ano. A princípio, o Brasi deve comprar feijão da Argentina, mas caso não seja suficiente pode buscar outros mercados como o México e a China.

Pois não bastasse o feijão, a preocupação agora recai sobre o preço do arroz e do milho. Os motivos climáticos também influenciaram no aumento do preço destes dois produtos. A  última safra de arroz foi de 12,4 milhões de toneladas; a atual ficou limitada a 10,7 toneladas. E o mais grave: a CONAB está sem estoque regulador. Nos seus armazéns, a Companhia Nacional de Abastecimento dispõe apenas 215 mil toneladas. Se levarmos em conta que o Brasil consome 32 mil toneladas por dia, chegaremos à conclusão de que o estoque de arroz só dá para mais sete dias.

Com o milho, a situação também não é muito diferente. A produção do milho safrinha foi bastante prejudicada em função das geadas no sul do país e, assim, o produto tornou-se igualmente escasso.

Essa quebra na produção expõe uma situação bastante grave para o brasileiro, que tem na dupla arroz/feijão a base da sua alimentação. Com  inflação e desemprego em alta, vai ficando cada vez mais difícil colocar comida na mesa.