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Custódia registra mais de uma morte por mês

Já faz um bom tempo que a imprensa e os movimentos sociais vêm alertando o governo sobre o perigo na Casa de Custódia.  As rebeliões se tornaram uma prática corriqueira por lá, quase incorporada à rotina do complexo. E não é para menos. Com capacidade para abrigar 330 detentos, a Casa é ocupada hoje pelo triplo de presos. Além disso, a estrutura precária e a quantidade reduzida de servidores favorecem a ação das fugas e rebeliões.

Ontem, houve mais uma morte nas dependências da Casa de Custódia. A nona registrada só este ano. Não é possível que a Secretaria de Justiça ache normal que em um período de seis meses, uma casa para custodiar presos registre um média de mais de uma morte por mês dentro das suas dependências. Onde está a responsabilidade do Estado?

O número de presos que conseguiram fugir ontem à tarde ainda era impreciso. Fala-se em, pelo menos, 20 homens. São mais duas dezenas de bandidos soltos nas ruas da cidade por absoluta falta de competência para mantê-los presos em segurança. Enquanto isso, a população segue insegura, com medo de ser a próxima vítima a engrossar a estatística de violência no Estado.

O sistema prisional do Piauí já deu reiteradas demonstrações de que precisa de uma ação urgente e enérgica. Toda a sociedade sabe disso. O próprio sindicato dos agentes penitenciários reconhece que a situação está fora de controle. O que a população espera e exige é que a Secretaria de Justiça tome as rédeas da administração do sistema prisional, colocando ordem, estrutura adequada e segurança para os que estão dentro e fora dos presídios.