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Criminalidade juvenil


O que está acontecendo, ou deixando de acontecer com a juventude do nosso país? Esse segmento da população, antes visto como a esperança de um futuro melhor, está se perdendo no mundo das drogas e dos crimes. Diariamente, o registro de ocorrências policiais é municiado com crimes bárbaros praticados por pessoas que ainda estão na adolescência ou acabando de sair dela.


Ontem, uma quadrilha matou um comerciante do bairro Macaúba, na zona sul, para roubar-lhe um carro. Pouco tempo depois, a polícia prendeu os autores do crime: três jovens entre 22 e 23 anos, idade em que os planos deveriam ser outros, como estudar, abraçar uma profissão, conseguir um emprego, namorar, talvez casar. 


Mas, a cada dia, rapazes de tenra idade estão ingressando na criminalidade e de forma bastante cruel e violenta. Não hesitam um segundo antes de atirar e tirar a vida de suas vítimas. Na semana passada, um homem foi morto na saída da sua loja, onde encerrava o exepediente, no centro da cidade. Ontem, foi na zona sul. Hoje, ninguém sabe. Amanhã pode ser pior ainda.


Estamos perdendo muitas vidas, muitas famílias estão sendo destruídas pela ação bárbara de jovens que, na maioria das vezes dominados pela droga, agem sem dó nem piedade. É uma época de medo. Medo de sair para o trabalho, para a escola, ou mesmo de ficar dentro de casa. 


Como não há política pública de prevenção, tampouco de recuperação, para esses meninos que enveredam pelo mundo do crime, a tendência é de eles tornarem-se cada vez mais perigosos. A polícia tem sido atuante em dar resposta rápída na prisão dos criminosos. Mas logo depois, protegidos pela lei, eles são soltos sem nenhum programa de reabilitação. E o ciclo de violência se fecha novamente, colocando todos os cidadãos sob o risco iminente de ficarem sob a mira de uma arma enquanta trabalham para sustentar a família.