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Heráclito contabiliza apoios para a presidência da Câmara

Depois de resistir até a undécima hora, o Deputado Eduardo Cunha apresentou ontem sua renúncia, tentando salvar o mandato parlamentar, como última opção. Já enfraquecido no Legislativo e com a cassação rondando-lhe o pescoço não restou ao resistente deputado outra alternativa. E com isso, foi dada a largada oficial para a sua substituição.

Vários nomes já se apresentam para ocupar a cobiçada cadeira de presidente da Câmara Federal, entre eles o do deputado piauiense Heráclito Fortes (PSB). Tido como bom articulador, ele circula com facilidade no meio político e é amigo pessoal do presidente interino Michel Temer. O presidente, aliás, acertadamente, já tomou a decisão de não se envolver pessoalmente na disputa para não incorrer no mesmo erro de sua antecessora, Dilma Rousseff, que saiu arranhada depois da última eleição para a presidência da Câmara, quando apoiou abertamente o deputado derrotado Arlindo Chinaglia (PT).

Heráclito já foi 3º Secretário da Mesa Diretora e 1º Vice-Presidente da Câmara, quando a mesma era presidida pelo então deputado Michel Temer. O deputado piauiense sabe que não será uma disputa fácil, mas está disposto a entrar no jogo e, para isso, já conta com o apoio de uma ala do PSDB e do PPS.  Ele até cancelou uma viagem que faria hoje a Assunção, no Paraguai, para manter as conversas de bastidores com os colegas.

Até ontem, a data mais provável para a eleição seria no dia12 de julho, próxima terça-feira. Mas nem isso está confirmado. O novo presidente será eleito em primeiro turno caso obtenha maioria absoluta dos votos em plenário. Do contrário, será necessário um segundo turno com a participação dos dois candidatos mais votados. Até lá, os olhos do país estarão voltados para Brasília, pois o presidente da Câmara terá papel decisivo na votação de matérias importantes de interesse do governo, como a lei dos fundos de pensão e o teto dos gastos públicos