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Os piores serviços avaliados pelos brasileiros

Uma pesquisa divulgada esta semana pela Confederação Nacional da Indústria – CNI mostra bem como está a percepção da população brasileira com relação aos gastos do governo. A opinião pública mandou um recado claro aos gestores públicos. O Brasil arrecada muito e gasta mal os recursos, oferecendo serviços de baixa qualidade.

Segundo os dados levantados, sete em cada dez brasileiros consideram que os serviços não funcionam satisfatoriamente graças à má gestão dos recursos, muito mais que à falta deles. Por isso mesmo, 73% dos entrevistados são contra a volta da CPMF- o tributo cobrado sobre movimentação bancária que, vez por outra, é lembrado pelos governantes como salvação para diminuir o déficit público. A população já se manifestou reiteradas vezes que não aceita mais impostos. 84% dos brasileiros ouvidos reclamam que os impostos são muito elevados no país e que, no entanto, são mal aplicados.

Entre as 2.202 pessoas ouvidas pelo IBOPE em 143 municípios, a maior reclamação recai sobre os serviços de saúde e segurança. E fácil saber por quê. Pacientes demoram mais de um mês para conseguir uma simples consulta ou  exame e, ainda assim, não têm a garantia de que serão atendidos. É comum deparar com equipamentos quebrados ou em falta nos hospitais públicos. O mamógrafo, o mais eficiente para detectar de forma precoce o câncer de mama, é um exemplo de equipamento raro e quase inacessível para a maioria das mulheres que dependem da rede pública de saúde para fazer a sua prevenção. Sem falar na falta de leitos de UTI, que vem ensejando até o pedido de prisão de médicos intensivistas, como se fossem eles os culpados pela falta de vagas.

Na segurança não é diferente. Diariamente, pessoas são assaltadas, baleadas e machucadas, quando não perdem a própria vida, pela ação cruel de bandidos que agem à luz do dia confiados na impunidade reinante no país. Por tudo isso, a população ouvida na pesquisa CNI/IBOPE levantou a voz contra a ideia do governo de  cobrar mais impostos. O que o povo brasileiro quer mesmo é mais eficiência na prestação dos serviços públicos. E nisso, ele está coberto de razão.