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O terror e as Olimpíadas

O atentado praticado ontem à noite na cidade de Nice, ao sul da França, mostrou mais uma vez a face cruel do terrorismo, que não escolhe vítimas para externar sua barbárie. Enquanto milhares de pessoas festejavam o feriado da queda da Bastilha, assistindo à queima de fogos, um francês com cidadania tunisiana joga o caminhão contra a população, matando indiscriminadamente mais de oitenta pessoas.

O mundo tornou-se bastante perigoso. Não há mais segurança absoluta em lugar algum do planeta. Onde há aglomeração de pessoas, lá também estão os olhos insandecidos de raiva de grupos terroristas. Alguns, lutam por questões de etnia; outros, por religião; alguns, talvez, nem sabem exatamente por que estão morrendo. Mas entregam-se cegamente a uma ideologia fanática que subtrai-lhes a razão e o senso de humanidade.

Com a globalização, as informações passaram a circular livremente, as fronteiras encurtaram e o mundo parecia aproximar-se da aldeia de McLuhan. Mas o ódio que alimenta os atiradores e homens bomba está encobrindo a beleza de vivermos em um planeta onde todas as pessoas deveriam circular livremente, independente das barreiras geográficas ou culturais.

Por conta disso, nasce um perigoso sentimento de xenofobia que alimenta políticas excludentes e isolacionistas. Voltamos a nos fechar em torno de nosso próprio terreiro, olhando os estrangeiros como potenciais ameaças. As pontes estão sendo substituídas por muros, ou o que eles representam.

Os exemplos recentes fazem com que redobremos as atenções com segurança para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. O evento é símbolo do congraçamento entre os povos, festa do esporte que irmana a todos no pódio e representação de uma cultura que tanto incomoda os protagonistas de grupos como o Estado Islâmico. Por essa razão, o alerta está ligado