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Saneamento ainda é luxo no Brasil

Menos da metade dos brasileiros, mais precisamente 48,6%, contam com coleta de esgoto. E desse total só 40% é tratado. Esses índices, revelados por uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria-CNI- divulgada hoje, mostram o quanto estamos mal atendidos em um serviço essencial para a saúde e o bem estar da população.

Apesar de ainda apresentarmos uma realidade de país subdesenvolvido nessa área, o saneamento continua a receber menos investimentos que outros serviços, como energia e telecomunicações. Anualmente, são investidos R$ 11 bilhões no setor, valor insuficiente para atingir a meta de universalização prevista para 2033. A continuar nesse ritmo, só conseguiremos atingir a meta em 2054.

Este é o país que irá sediar nos próximos dias o maior evento mundial de esportes, a Rio 2016. Não é a toa que o mosquito Aedes aegipty continua a fazer a festa por aqui, provocando doenças como dengue, chykungunia e zica. Uma realidade que tem afastado alguns atletas.

Em Teresina, a média ainda é mais baixa que a do restante do país. Por aqui, menos de 20% da população têm acesso a esgotamento sanitário. Enquanto isso, o processo de privatização se arrasta, emperrado por interesses corporativos. Saneamento básico deveria ser prioridade, mas, infelizmente, continua a ser tratado como segundo plano no Brasil.