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Energia privatizada

Agora é oficial. O Ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra, já anunciou que, depois da distribuidora de energia de Goiás, será a vez da Eletrobrás Piauí ser privatizada. Este plano já vinha sendo estudado há algum tempo, faltava apenas sair do papel. E não é sem motivos.

Ao longo dos anos, a antiga Cepisa, atual Eletrobras Piauí, foi perdendo eficiência e receita. Com um serviço de péssima qualidade, que traz prejuízos grandes e constantes à população e, principalmente, às empresas, as reclamações dos consumidores não param de crescer. Por outro lado, as perdas de receita também foram acumulando sucessivos prejuízos à companhia.

Segundo dados da própria Eletrobras, as perdas de receita chegam a 31%, sendo 13% referentes à perda técnica; e 18%, provocadas por desvios e fraudes. Agora, a Eletrobrás vem realizando um trabalho intenso de fiscalização para recuperar os desvios. Mas é tarde. A distribuidora de energia do Piauí transformou-se em um gigante inoperante, que nem dá lucro, nem atende os consumidores.

A gestão moderna caminha para tirar o peso da máquina estatal, restringindo a execução do Estado apenas para serviços como saúde, educação e segurança. No mais, o poder público age como regulador, a exemplo do que acontece nas telecomunicações, que apesar de todas as reclamações contra as operadoras, oferece um serviço infinitamente melhor do que quando estava nas mãos do Estado. Alguém ainda lembra como era penoso  e caro conseguir uma linha telefônica? Pois é, hoje, pelo menos, elas são acessíveis a qualquer pessoa.

O que se espera é que aconteça o mesmo com a energia. E, enfim, possamos ser bem ser servidos, sem os sobressaltos atuais que deixam a população no escuro a cada nuvem que se forma no céu.