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A confusão nos aeroportos

É impressionante como o Brasil cria normas e procedimentos sem saber como aplicá-los. Há quatro anos, sabe-se que o Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos. Há quatro anos, portanto, o planejamento para segurança deveria ter sido feito para ser colocado em funcionamento, gradativamente, de forma tranquila para todos.

Mas só agora, a poucos dias do início da Rio 2016, a Infraero lembrou que era preciso mais rigor na admissão dos passageiros. É bom lembrar que desde 2001 os terroristas começaram a causar pânico no mundo, a partir do atentado às torres gêmeas de Nova York. De lá para cá, as ameaças de terror ao ocidente só se intensificaram.

Esta semana, no auge das férias escolares, entraram em vigor as novas regras para que haja maior fiscalização na admissão dos passageiros e nas suas bagagens de mão. A intenção é válida, vá lá. Tudo para garantir mais segurança em um mundo atormentado pelo fanatismo de grupos extremistas que espalham terror pelo mundo. O problema é a falta de estrutura, o amadorismo e o improviso que acabam tornando uma viagem de férias em um verdadeiro tormento para os turistas.

O que se tem visto desde segunda-feira é uma confusão generalizada nos aeroportos do país, sobretudo os mais movimentados como o Galeão e o de Congonhas. Filas intermináveis, passageiros que perderam o voo , os compromissos e a paciência. Um festival de desorganização que só demonstra o despreparo dos aeroportos para lidarem com a nova realidade.

E como será daqui a duas semanas, quando o país registrará um fluxo bem maior de passageiros que irão disputar uma medalha olímpica ou simplesmente assistir aos jogos? A Infraero, diante do caos formado nos saguões dos aeroportos, orientou os turistas a chegarem com duas horas de antecedência, mesmo nos voos domésticos. Mas ainda assim, não resolveu. A confusão continua. A dúvida é: será assim até os Jogos? Iremos passar mais essa vergonha?