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Um hospital engessado pela burocracia

Pacientes que procuram atendimento médico no Hospital Universitário estão sendo obrigados a voltar para casa e tentar remarcar a consulta, outra vez, no posto de saúde da sua região. O motivo é a paralisação dos profissionais de saúde do HU, que reclamam melhores salários e condições mínimas para trabalhar. Segundo denúncias do sindicato, até mesmo seringas e luvas estão em falta.

Há tempos, os profissionais denunciam que a burocratização da gestão comandada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh engessa o trabalho realizado no hospital. Como o comando é centralizado em Brasília, ações imediatas que precisam ser tomadas necessitam de uma aprovação que vem de fora e, por isso, muitas vezes, demorada.

De fato, a queixa não é só do Piauí. Tanto que a paralisação acontece hoje em todos os hospitais universitários do país. Por mais dedicados que sejam, os profissionais de saúde, aí incluindo todas as categorias que trabalham no hospital, não podem realizar um atendimento satisfatório sem que sejam contemplados com salários justos e material necessário à execução do seu trabalho.

Enquanto algumas autoridades se ufanam pelo fato de o Brasil estar sediando uma Olimpíada, pacientes da rede pública de saúde não conseguem encontrar qualquer motivo de orgulho neste momento em que, doentes e fragilizados, não podem contar sequer com um atendimento básico, depois de conseguirem agendar uma consulta com um mês de antecedência. É hora da torcida brasileira se unir para cobrar o ouro na eficiência da gestão pública.