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Festival de improvisos

Está se aproximando a data da abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e só aumenta a expectativa com relação ao evento. Infelizmente, não só a expectativa positiva sobre o possível crescimento da participação do Brasil no quadro de medalhas. A tensão maior é sobre como o país será visto aos olhos do mundo nos quesitos organização e infraestrutura.

Muitos atletas já se declararam que não vêm ao Brasil com medo do zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegipty, que também transmite dengue e chykungunia. A delegação sulcoreana desenvolveu tecidos especiais impermeabilizantes para disputar as competições na água, com medo de contaminação nas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas e Baía da Guanabara, dois cartões postais da cidade que escondem dejetos e esgotos em níveis alarmantes e altamente poluentes. A despoluição não foi feita, como prometida.

Por fim, os australianos se rebelaram contra as acomodações da Vila Olímpica que, segundo eles, estão com problemas de vazamento. Decidiram ficar em hotéis para melhor acomodar seus atletas. A decisão gerou até um mal estar com o prefeito do Rio,  Eduardo Paes, que decidiu fazer gracinha com um assunto considerado sério  pela delegação. Ao dizer que iria colocar cangurus para receber os australianos, eles responderam, de pronto, que não precisavam do animal, mas de encanadores para consertar os problemas.

Some-se a isso, a questão maior de todos que é a da segurança. Em um mundo tomado pelo medo de ataques terroristas que se espalham por todos os continentes, a ameaça de possíveis ataques no Rio de Janeiro toma de assombro os moradores da cidade, assim como os visitantes que para lá se dirigem.

Tomara que a festa da Olimpíada seja um momento de congraçamento e de mostrar para o mundo o nosso lado mais bonito, hospitaleiro e acolhedor. Por enquanto, o improviso tem trazido repercussões negativas dentro e fora do país.