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Queimadas comprometem a qualidade do ar

O mês de agosto ainda nem começou e a fumaça que sobra das queimadas já invade o céu de Teresina, deixando o ar quase “irrespirável”. Até hoje, não entendi essa mania que o povo daqui tem de tocar fogo em terrenos, seja para preparar a terra, seja simplesmente para queimar lixo.

A verdade é que toda tarde a fumaça sobe e espalha poluição, irritando os olhos e as vias respiratórias do teresinense. O resíduo do fogo traz danos  à saúde e ao meio ambiente, já naturalmente castigado pela baixa umidade do ar registrada no segundo semestre do ano. Não bastassem os incômodos causados ao bem estar do teresinense, o vento e a secura do ar próprios desse período ainda colaboram para que o fogo se alastre, tomando proporções de incêndio e devastando ainda mais a já escassa área verde da cidade.

O serviço de meteorologia alerta que estamos entrando em um período crítico de baixa umidade do ar, a começar pela região do semiárido piauiense, que já registrou este ano índice de 13%, considerado estado de alerta pela Organização Mundial de Saúde, que preconiza como saudável, índices acima de 60%.

Portanto, os órgãos responsáveis pela fiscalização do meio ambiente devem ficar em alerta para combater a prática nociva de tocar fogo indiscriminadamente na cidade que, ainda por cima, sobrecarrega o trabalho do Corpo de Bombeiros. O número de solicitações para combate a incêndio nessa época aumenta assustadoramente.