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Em 30 anos, UESPI eleva o nível de educação do PI

A Universidade Estadual do Piauí completa hoje 30 anos. Sem dúvida, um marco a ser comemorado, afinal, a UESPI foi responsável pela difusão do conhecimento e da pesquisa por todo o Estado, levando o conhecimento a regiões distantes e esquecidas, que hoje se orgulham dos seus filhos com cursos de graduação e pós-graduação, como Bom Jesus, Paulistana, São Raimundo Nonato, entre outros. Atualmente, a UESPI conta com 16 campi e 25 Núcleos Universitários.

A história da Universidade começou em 1984, com a Lei Estadual que instituiu o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Educação do Estado – FADEP. Já em 1986, foi realizado o primeiro vestibular da instituição, com a oferta de 240 vagas. Hoje, a UESPI oferece 30 cursos de graduação, sendo 16 de bacharelado; e 14, de licenciatura. Além disso, conta com três cursos de mestrado e  outros três de  doutorado, todos na forma interinstitucional.

É um avanço considerável em uma terra onde a educação ainda é muito precária. Esta semana, o Tribunal Regional Eleitoral divulgou que dez por cento dos eleitores piauienses são analfabetos. Portanto, em terra de quem não sabe ler e escrever, uma universidade que capilariza o conhecimento merece nosso aplauso.

É bem verdade que a UESPI enfrenta inúmeros problemas estruturais, com deficiências gritantes na escassez e precariedade dos  laboratórios e bibliotecas, sem falar nos baixos salários dos docentes que, volta e meia, desencadeiam uma greve para chamar a atenção para os seus rendimentos. Os próprios prédios dos campi sofrem com a falta de manutenção. Mas, ainda assim, é preciso festejar os avanços da expansão educacional obtidos a partir da criação da UESPI há trinta anos.