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Verde que te quero ver-te

O verde cantado no hino de Teresina, mais do que nunca, faz-se necessário na malha urbana da cidade. Com o aquecimento global elevando ainda a mais as temperaturas, e a umidade relativa do ar cada vez mais baixa, a capital piauiense inicia o segundo semestre do ano com um calor quase insuportável. O sofrimento provocado pelo clima quente e seco é perceptível a olhos vistos em toda a população, especialmente nas crianças e  idosos, os mais suscetíveis a essas variações.

Este assunto é tema recorrente em qualquer roda de conversa. Mas só reclamar não adianta. Estamos muito atrasados em termos de questão ambiental e preservação da natureza, mas ainda é tempo de fazer alguma coisa para melhorar nossa condição climática. Os dois rios que banham a cidade, maior patrimônio de Teresina, há anos vêm secando, em razão do assoreamento e desmatamento das suas margens.  A degradação também pode ser vista na cobertura vegetal da cidade, que vai dando espaço ao concreto e ao asfalto.

A continuar nesse ritmo, dentro de muito pouco tempo Teresina tenderá a tornar-se uma cidade inabitável. Portanto, o programa de recuperação dos rios e das árvores precisa ser urgente,constante e eficaz. Só com uma arborização maciça em todas as áreas da cidade poderemos criar microclimas que ajudam a baixar a temperatura e aliviar a sensação sufocante de calor. Esse trabalho deve ser desencadeado e estimulado pelo poder público para que alcance também a população, fazendo com que cada cidadão sinta-se responsável pelo  plantio e conservação de árvores á sua volta.

É contraditório cantar “verde que te quero ver-te” e não fazer nada para manter Teresina, de fato, uma cidade verde. Infelizmente, a derrubada de árvores e as queimadas ainda são realizadas com uma frequência assustadora em nossa cidade.