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Os fiscais da eleição

Com a campanha eleitoral já a pleno vapor em todos os municípios, os candidatos estão tendo que trabalhar dobrado para compensar o curto tempo disponibilizado este ano para a conquista de votos. Mas o trabalho não deve se restringir apenas aos candidatos. Tanto quanto eles, os procuradores eleitorais e os eleitores, têm de arregaçar as mangas para fiscalizar a lisura da eleição.

A compra de votos é a raiz da corrupção. É histórico no Brasil o gasto exorbitante de candidatos em busca de uma vaga. Gasto que, depois, será devidamente reembolsado por meio de propinas, alimentando a cadeia da corrupção que tanto lesa o patrimônio público, prejudicando justamente a população mais carente, que deixa de ser assistida nos serviços básicos porque o dinheiro foi desviado para o bolso de políticos desonestos.

Quem vende o seu voto ou assiste calado a essa vergonhosa comercialização entre candidato e eleitores também é culpado. A omissão é falha grave diante do desvio de recursos públicos. A justiça eleitoral já disponibilizou linha telefônica e o aplicativo “Pardal” para que a população denuncie desvio de conduta que possa comprometer a lisura do pleito. Cidadania é responsabilidade de todos nós. Não adianta clamar por justiça e ficar de braços cruzados. Todos, e cada um, precisam fazer a sua parte para termos uma eleição limpa, honesta, onde vençam os melhores, sem o abuso do poder econômico. Eleitor, agora é com você!