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Semana decisiva em Brasília

Começou a semana decisiva que vai selar o destino da presidente afastada Dilma Rousseff. Agora de manhã, ela comparece ao senado para apresentar sua defesa e responder às perguntas dos senadores inscritos, 47 até o momento. O discurso da presidente está sendo bastante aguardado, embora os senadores não acreditem que possa alterar o resultado final da votação, hoje contrário à sua permanência no Palácio do Planalto.

Pela vontade do ex-presidente Lula, o ter do discurso deveria ser mais emocional e menos técnico. Ele acha que, diante da dificuldade de  mudar o cenário do impeachment, Dilma deveria aproveitar a ocasião para sair como vítima e deixar uma bandeira erguida para o futuro do partido. Como ela segue somente a própria cabeça, o teor da sua fala é imprevisível.

Michel Temer trabalha com a possibilidade de conseguir entre 60 e 61 votos favoráveis ao impeachment. Para isso, segue conversando com os líderes políticos que têm assento no congresso. Conversa que faltou durante o mandato da presidente Dilma, avessa a esses atos próprios da política.

Certo é que na próxima quarta-feira o país estará com seu destino traçado. De uma forma ou de outra, o ano de 2016 entrará para a história como tendo iniciado efetivamente apenas no mês de setembro.  Até a sua virada, restarão quatro meses para que sejam aprovadas medidas que possam melhorar o desempenho econômico do país, que vem se arrastando em compasso de espera enquanto o setor produtivo amarga sucessivos prejuízos, com consequências desastrosas para a vida de milhares de trabalhadores que, se não perderam o emprego, seguem apertando as contas para conseguir fechar o mês com comida na mesa. Feliz 2017!