Cidadeverde.com

Ação perversa

A corrupção é uma prática não apenas nociva ao patrimônio público, mas também perversa à população, porque rouba-lhe o dinheiro que deveria ser investido no atendimento às necessidades básicas das pessoas mais carentes. Quando o desvio de dinheiro acontece nos fundos de pensão, a crueldade ganha contornos ainda mais graves.

Foi o que aconteceu com o rombo descoberto agora pela Operação Greenfield, desencadeada ontem pela Polícia Federal, na qual 40 pessoas são investigadas por gestão fraudulenta, envolvendo oito fundos de pensão, entre eles o FUNCEF (Caixa Econômica Federal) Petros ( Petrobrás), Postalis ( Correios) e PREVI ( Banco do Brasil).

Os servidores dessas instituições contribuíram ao longo de toda a vida profissional para ter direito a uma aposentadoria digna e, agora, viram que seu dinheiro estava sendo desviado em operações nada republicanas. Em vez de receber o que lhes é de direito, esses servidores estão tendo que pagar para cobrir o rombo aberto pela ganância dos seus operadores.

Mais que ilícito, é imoral. Sequestrar os sonhos de quem investiu a vida inteira pensando no futuro é tirar a esperança dessas pessoas. E não há nada mais injusto que matar a esperança de alguém. Por isso mesmo, a punição tem que ser implacável contra quem meteu a mão nos fundos de pensão sem se importar com os servidores que deles dependiam ou neles acreditavam.