Cidadeverde.com

O país tem pressa

Passado o período de incerteza do impeachment, Michel Temer, agora efetivo no cargo, já não tem mais tempo a perder. Acabou a complacência e chegou o tempo das cobranças. O país reclama reformas e ações imediatas para retomar o crescimento econômico e devolver a confiança aos investidores. A população quer ver os sinais dessas mudanças na queda da inflação e na recuperação dos empregos perdidos.

Entre uma das medidas imprescindíveis nessa etapa de reorganização do país está a reforma da previdência, que vem sendo protelada há anos, acumulando sucessivos prejuízos ao sistema. Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, a população do país vem envelhecendo e mais gente passou a receber aposentadoria. Com menos pessoas pagando para um público cada vez maior de beneficiados, é óbvio que a conta não fecha.

A reforma é polêmica, como tudo que mexe em benefícios já conquistados, mas trata-se de uma equação matemática da qual não se pode mais fugir. A continuar como está, em pouco tempo faltará dinheiro para pagar os aposentados. Portanto, é preciso deixar os interesses pessoais de lado e pensar na sobrevivência do regime previdenciário.

O Presidente Michel Temer já bateu o martelo e disse que vai encaminhar a proposta ao Congresso ainda este mês, a despeito dos deputados tentarem postergar  a votação da matéria para depois das eleições. Outra vez, os parlamentares colocam os interesses políticos acima do bem comum.

Pela proposta, a idade mínima para aposentadoria passará a ser 65 anos para homens e mulheres, a exemplo do que acontecia no primeiro sistema previdenciário, implantado por Getúlio Vargas, em 1934. A regra valerá para todas as pessoas com menos de 50 anos. Acima disso, permanece a regra atual, mas com pagamento de pedágio proporcional ao período que resta para a aposentadoria. No caso das mulheres e professores, a idade de transição cai para 45 anos.

Este é o momento de a nação brasileira voltar os olhos para o Congresso e acompanhar de perto a votação dessa matéria, para ver quem, de fato, tem compromisso com o país e quem se esconde atrás da demagogia, fingindo defender os trabalhadores. É melhor consertar agora para garantir o benefício  dos aposentados no futuro.