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O dia D para Eduardo Cunha

É possível que termine hoje o mais longo processo de cassação de um deputado da Câmara Federal. Eduardo Cunha mostrou que tem fôlego e poder. Afinal, seu processo se arrasta desde o ano passado, com todas as manobras, artimanhas e chantagens capazes de protelar o desfecho inevitável.

Até o último minuto, Eduardo Cunha tentou, em vão, barrar o processo judicialmente. A sessão que vai julgar a sua cassação está marcada para hoje, às 19h. E, mesmo sendo um dia de pouca presença dos parlamentares em Brasília, a pressão popular deve pesar para que haja quórum suficiente. 

A nação inteira está acompanhando o desenrolar desse processo. A população brasileira acordou e agora está vigilante a tudo que acontece em Brasília, com manifestações constantes nas ruas e nas redes sociais. Diante dessa realidade, o Congresso não pode mais se isolar, alheio ao pensamento popular. E o povo pede moralização, ética, transparência.

Para perder o mandato, é necessária a maioria dos votos da casa, o que corresponde a 257 votos. Ninguém mais tem dúvida de que o deputado será cassado. Mas o que mais chama a atenção nesse caso é que Eduardo Cunha não está sendo cassado pelos milhões que recebeu de propina ou pelo esquema sujo que permitiu o desvio do dinheiro público, mas porque mentiu para os colegas durante a CPI. Estranha lógica a do Congresso. Roubar pode; mentir, não.