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Mais um golpe duro no PT

O mito Lula foi posto em xeque ontem pelo Ministério Público Federal. Em uma exposição detalhada e ilustrada, os procuradores federais, liderados por Deltan Dallaganol, explicaram o quebra-cabeças montado, no qual o grande chefe petista aparece como o comandante do esquema de propinas montado para fins de enriquecimento ilícito e perpetuação no poder.

A denúncia apresentada ontem tem como base as investigações da Operação lava Jato, que investiga o desvio de recursos, na casa dos bilhões, da Petrobras. O escândalo conhecido como Petrolão já colocou muitos petistas ilustres na cadeia, a exemplo do ex-ministro José Dirceu, além de expressivos empresários do setor da construção.

Mas faltava ao Ministério Público chegar ao comando do esquema, o que segundo Dallagnol, só poderia acontecer sob a liderança de quem comandava tanto o partido, como o governo. E essa pessoa é o ex-presidente Lula, que foi denunciado junto com a mulher, Marisa Letícia, o Presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, e mais cinco pessoas.

A repercussão da coletiva que parou o país atinge em cheio não só o Lula, como o próprio PT, já fragilizado após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O partido que conquistou quatro eleições seguidas para a presidência da república e o reconhecimento internacional vê-se agora envolvido em uma sucessão de escândalos.  E apela para o discurso político para tentar se desgrudar das acusações que lhe foram feitas.

A batalha jurídica e política está só começando, com reflexos diretos nesta e nas futuras eleições. O PT precisará se reinventar para recuperar a imagem do partido que cresceu vendendo o sonho e a esperança de um país justo, rico e livre da corrupção.