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Governadores voltam a apelar para o cofre da União

Depois de uma tentativa frustrada de obter socorro financeiro da União, os governadores do Nordeste vão apelar mais uma vez ao presidente Michel Temer. Agora, eles querem um encontro cara a cara com o presidente para externar a preocupação com o equilíbrio das contas dos estados que governam.

A alegação dos governadores nordestinos é que eles foram prejudicados com a renegociação das dívidas dos estados com a União, já que o déficit maior era dos governos do sudeste, a exemplo de São Paulo.  O Piauí, por exemplo, não tinha dívidas e, portanto,não foi beneficiado. Como última cartada para tentar conseguir mais verbas do governo federal, os gestores do nordeste ameaçam assinar decretos de calamidade.

Acontece que a crise econômica que afeta o Nordeste também atinge o país, e o Planalto não pode abrir os cofres indiscriminadamente cada vez que os governos se encontram em dificuldade. Esse modelo de nação generosa que distribui dinheiro toda vez que os governadores estendem o pires não se sustenta. É uma política irresponsável que fere a credibilidade do país e sangra as finanças públicas, já extremamente fragilizadas por conta de uma política desastrosa que distribuiu isenções  fiscais indiscriminadamente.

Os governadores querem um socorro imediato  de R$ 14 bilhões. Não se sabe se terão êxito nesse pleito, mas o certo é que os gestores públicos, todos eles, indistintamente, precisam aprender a trabalhar dentro da realidade, cortando gastos e administrando com o que possuem sem contar com benesses federais.