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O alerta no dia mundial do Alzheimer

Hoje é o dia mundial da doença de Alzheimer, uma ameaça assustadora que vem avançando ano após ano. No Brasil, já são 1,2 milhão de pessoas atingidas e a estimativa é de 100 mil novos casos por ano, justificados, em parte, pelo envelhecimento natural da população. Os estudos mostram que, a partir dos 65 anos, o risco de desenvolvimento da doença duplica a cada cinco anos. Como a expectativa de vida do brasileiro subiu para 75 anos, é natural que mais casos sejam diagnosticados.

O importante, como em qualquer doença, é que o diagnóstico seja precoce para que os efeitos sejam amenizados e evoluam de forma mais lenta já que, no início, o Alzheimer manifesta-se de maneira mais suave e vai progredindo com o passar do tempo.

Trata-se de uma doença degenerativa que causa a morte gradual das células do cérebro e apresenta como uma das consequências mais marcantes a perda da memória dos seus pacientes, especialmente a memória de fatos recentes. Aos poucos, a pessoa vai esquecendo de pequenos acontecimentos, podendo chegar ao ponto de esquecer a própria identidade ou de reconhecer mesmo os familiares mais próximos.

Muitas vezes, a família do paciente fica desolada ao ver uma pessoa, antes ativa e cheia de energia, completamente distante de tudo o que a cerca. É uma presença ausente, como se a pessoa não mais estivesse ali ao lado, restando-lhe apenas o corpo material, que já não sabe mais como conduzir-se ou mesmo realizar tarefas simples dentro de casa. É por demais doloroso para os parentes e amigos ver alguém do seu convívio afastando-se lentamente do mundo à sua volta.

Por isso, a Associação Brasileira de Alzheimer lança a campanha de conscientização para um problema presente no mundo inteiro. O slogan deste ano é: “Alzheimer: eu não esqueço”.  E é melhor não esquecer mesmo porque os números não param de crescer.  Ao menor sinal da doença, o médico deve ser procurado.