Cidadeverde.com

A urgência da PEC dos gastos públicos

Depois de uma sessão tumultuada, a comissão especial  da Câmara, criada para apreciar a proposta de emenda constitucional que estabelece um teto para as despesas públicas, aprovou o documento original do governo. A oposição reclamou que a PEC significa o congelamento dos gastos na área social, mas o governo saiu vitorioso, por enquanto. A matéria ainda precisa passar por duas votações no plenário da Câmara e, também, no Senado.

A PEC determina que o aumento de despesas do governo federal não pode ultrapassar a inflação do ano anterior. Uma medida tomada para reequilibrar as contas públicas, que se encontram em franco descontrole, gerando um ambiente de incerteza e desconfiança entre os investidores. O país atravessa um momento difícil, dificílimo, na verdade. O mercado está observando atentamente cada passo do governo para sair da crise.

Depois de muita reclamação da sociedade organizada, ficou definido que o limite para a educação e saúde só passa a valer a partir de 2018, e não mais em 2017, como nas outras áreas.  A votação segue para o plenário já na próxima semana, provavelmente na segunda-feira. Para garantir a presença dos parlamentares em uma semana cortada por feriado em plena quarta-feira, o Presidente Michel Temer convidou os deputados para um jantar na residência oficial no domingo.

O governo está apostando todas as fichas na aprovação dessa PEC. E, de fato, é preciso que o governo sinalize com o fim da gastança indiscriminada. O descontrole nos gastos levou o país a uma crise sem precedentes, com 12 milhões de brasileiros desempregados e o fechamento de muitas empresas. Agora, é deixar que a razão fale mais alto do que a política e as finanças públicas passem a ser tratadas com a seriedade que o assunto merece. Do contrário, a conta, mais uma vez, cairá nas nossas costas.