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A chama solidária

Mesmo na tragédia é possível resgatar a beleza. Ainda ontem, quando o norte do Piauí ardia em fogo, com incêndios de grandes proporções em várias comunidades, o povo já começava a se organizar em grupos e redes sociais para ajudar as famílias que perderam tudo que possuíam.

Os s focos de incêndio espalhados em diversas comunidades pegaram muita gente desprevenida. Some-se a isso a incapacidade do Corpo de Bombeiros de atender a todos os chamados devido à sua precária estrutura, e o resultado foi devastador. As imagens de animais mortos, casas e plantações destruídas são desoladoras.

Maior que o estrago, no entanto, é a capacidade do piauiense de juntar as forças e ajudar quem precisa. Talvez já tenha experiência pelas décadas em que a seca castiga ferozmente a população mais carente e que, na hora do aperto, conta mesmo é com a boa vontade da sociedade civil.

O socorro público, quando chega, vem tarde e não atende a todos. É realmente a compaixão dos cidadãos que garante o apoio necessário em momentos como esse, quando se forma uma grande corrente humana, irmanada na dor de quem só não perdeu a esperança.