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Governo enfrenta novo desafio na Câmara

O Governo Federal enfrenta hoje mais um desafio decisivo para sua administração: a votação em segundo turno na Câmara do Projeto de Emenda à Constituição que estabelece um teto máximo para os gastos públicos. A PEC 241, como ficou conhecida, impõe um limite às despesas da União, correspondente à inflação do ano anterior. Esse controle vale por vinte anos.

No primeiro turno, o Governo passou folgado e, hoje, espera repetir a façanha. Para garantir a aprovação são necessários, no mínimo, 308 votos. Ontem, os parlamentares da base do governo estiveram reunidos na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia para assegurar quórum na sessão desta terça-feira .

Caso seja aprovado hoje, o projeto ainda segue para votação no Senado que, a exemplo da Câmara, também deve acontecer em dois turnos. Aí então, Michel Temer começará a pôr em prática a primeira medida de ajuste das contas públicas.

Mas é bom lembrar que a PEC 241, sozinha, não irá resolver o problema. Há outros sangradouros na administração pública que precisam ser contidos, a exemplo da Previdência Social. Se a PEC 241 já causou todo esse barulho e confusão, imagine quando for apresentada a reforma da previdência. Aí mesmo é que os sindicatos irão chiar. No entanto, ela é indispensável, se quisermos que as futuras gerações possam receber suas aposentadorias ao final da carreira. Atualmente, a conta já não fecha e a tendência é que o desequilíbrio só aumente daqui para frente, pois teremos mais gente recebendo do que contribuindo. E a matemática tem razões que a política, ou o corporativismo, muitas vezes desconhecem.