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Duas provas, duas medidas.

A decisão do MEC de realizar as provas do ENEM em datas diferentes é ruim para os estudantes. Antes de mais nada, fere o princípio da isonomia da seleção. Como assegurar exatamente o mesmo grau de dificuldade entre uma e outra prova? E o tema da redação, uma das maiores preocupações dos candidatos? Aqueles que obtiverem nota baixa na redação sempre poderão questionar que a outra turma foi favorecida com um tema melhor para desenvolver.

Ainda por cima, há o aspecto emocional. Estudantes que estão se preparando a vida inteira para esta data são surpreendidos de uma hora para outra com a informação de que o calendário de provas deles foi alterado. Os outros colegas já terão feito o exame e estarão livres dessa preocupação. Por outro lado, os que vão fazer os testes já neste fim de semana queixam-se que os colegas terão mais um mês de preparação. A separação das provas cria divisões de toda ordem. Sem falar que a nova data definida coincide com outros vestibulares nos quais os estudantes já haviam se inscrito.

Ou o MEC adiava todo o ENEM, proporcionando oportunidade iguais a todos os candidatos ou retirava judicialmente, em tempo hábil, os alunos que estão hoje ocupando as escolas onde deveriam ser realizadas as provas. O movimento de ocupação, como se viu, acabou prejudicando mesmo foi os estudantes. Aqueles que se dedicaram firmemente aos estudos com o objetivo de ingressarem em uma universidade.