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Falta de energia provoca desigualdade entre candidatos do ENEM

As temperaturas não param de subir em Teresina e a energia, ainda mais essencial nesta época do ano, continua tão precária como antes. É raro o dia em que a luz não vá embora por longas e sentidas horas. A última vez foi durante a realização das provas do ENEM, sábado passado, prejudicando dezenas de candidatos.

Os alunos que fizeram provas na sede da Uninovafapi, na zona leste da cidade, mal receberam os testes e já foram surpreendidos com a falta de energia, que perdurou durante toda a tarde. É mais um fator que compromete o princípio da isenção entre os candidatos. No clima quente e seco do mês de novembro em Teresina, sob o sol da tarde, exigir concentração e tranquilidade dos alunos em uma sala sem ar condicionado é pedir demais. Em algumas salas da faculdade onde a luz do sol não incide diretamente, além do calor, os estudantes ainda tiveram que enfrentar a dificuldade da pouca luminosidade.

Como é possível dizer que houve condições iguais entre quem prestou exame em situação confortável, com temperatura e iluminação adequadas, e quem teve que se submeter ao calor desumano e à pouca luz? A quem será debitada a conta do prejuízo sofrido por esses alunos?

A Eletrobrás segue, ano após ano, contabilizando prejuízos causados à população de Teresina, seja em pequenos e grandes comércios, em escritórios e consultórios de profissionais liberais, na indústria ou nas escolas. E nada acontece. Para completar, este mês, as tarifas de energia elétrica voltam a subir por conta da escassez de água nas hidrelétricas que alimentam o sistema, fazendo com que o governo tenha de recorrer às termelétricas, movidas à carvão, e de custo bem mais elevado.