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Dia decisivo nos EUA

Cada folha que cai neste outono dos Estados Unidos sacode o resto do planeta, que aguarda ansioso pelos frutos que serão colhidos na eleição desta terça-feira histórica. Como na última eleição presidencial brasileira, a terra do Tio Sam também está vivendo uma polarização preocupante. Os partidos republicano e democrata assumiram posições antagônicas que levaram o país a uma divisão muito além das preferências partidárias.

A força política e econômica da potência norte-americana faz como que investidores e cidadãos do mundo inteiro fiquem apreensivos com o resultado das urnas neste início de novembro. As consequências do que é decidido em Washington repercutem, de uma forma ou de outra, na vida de quem mora nos outros países.

De um lado, a candidata democrata Hillary Clinton tenta empolgar os eleitores com promessas de uma administração inclusiva, aberta e de respeito aos direitos humanos. Do outro, o fanfarrão Donald Trump, do Partido Republicano, não faz questão de esconder seu pensamento preconceituoso e um projeto de segregação aos latinos e refugiados. Trump anuncia a volta da América aos americanos e já falou até na construção de um muro, separando os EUA do México. Depois da memorável derrubada do muro de Berlim, o mundo assiste agora à ameaça da construção de um nova barreira de concreto para separar povos e sonhos.

Com o empate técnico apontado nas últimas pesquisas, o resultado é imprevisível. Resta esperar que a decisão soberana dos Estados Unidos respalde um governo de respeito às nações e às diferenças religiosas e culturais, resgatando o sonho imortalizado nas palavras do memorável discurso de Martin Luther King.