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Perigo iminente do CEM

A inércia em alguns setores do serviço público parece crônica e sem solução. Há denúncias que se repetem anos a fio sem que seja tomada uma providência, mesmo com insistentes tragédias acontecendo em razão da negligência dos gestores. É o Caso do Centro Educacional Masculino – CEM- que abriga menores infratores.

Há muito tempo, a situação por lá é insustentável, com estrutura precaríssima, número pequeno de educadores ( que ainda por cima recebem seus salários com atraso) e superlotação. Vez por outra, são registradas fugas, motins e até mortes. Para completar, adolescentes que cometeram pequenos delitos, como furtos, estão misturados com outros que praticaram crimes graves e violentos.

Diante desse quadro, o que era para ser um espaço de ressocialização torna-se uma escola de crime e perversão com a chancela do poder público. A Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, fez uma vistoria no CEM e ficou estarrecida com o que constatou: condições absolutamente degradantes e insalubres.

Em um espaço que cabe 80 menores, encontram-se 155, quase o dobro da capacidade. Esses jovens ficam amontoados sem a orientação necessária porque não há educadores em quantidade suficiente para atendê-los, sem segurança e até mesmo sem higiene. Só por um milagre eles sairiam de lá recuperados para uma vida em sociedade. Mas esse problema parece não repercutir como deveria. Até que eles fujam e pratiquem algum crime que realmente venha a chocar a sociedade e o governo.