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Piauí recebe aval para contrair empréstimo junto à União

O governo federal acena com um socorro financeiro aos Estados, permitindo a contratação de empréstimos neste final  de ano. Os Estados que não fazem parte do Programa de Ajuste Fiscal,  como o Piauí, têm autorização do Conselho Monetário Nacional para obter recursos com o aval da União no valor conjunto de R$ 900 milhões, a serem empregados em investimentos.

Segundo o Secretário da Fazenda Rafael Fonteles,  a expectativa é que, desse total, o Piauí obtenha cerca de R$ 300 milhões, levando em conta a proporcionalidade entre os Estados que encontram-se na mesma situação. Os empréstimos obtidos nessa circunstância possuem juros mais baixos porque têm a garantia da União, que honra os compromissos caso o Estado não pague, e depois desconta das remessas do FPE.

O pleito para a obtenção do empréstimo deve ser feito até o final do ano, com estimativa de três a quatro meses para a liberação do dinheiro, caso a negociação seja feita com bancos nacionais. Apesar de toda a dificuldade econômica, a capacidade de endividamento do Piauí ainda é tranquila, já que apenas 54% da sua receita corrente líquida está comprometida.

2016 foi um ano muito difícil do ponto de vista econômico. E não será diferente em 2017. Rafael Fonteles diz que até o segundo quadrimestre,  o déficit fiscal primário era de R$ 300 milhões. O ano que se encerra vai fechar as contas apertadíssimo, nas palavras do próprio secretário, que reconhece que a “duras penas” vai honrar os compromissos com o pagamento dos servidores e serviços essenciais. Nada além.