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Chegou a vez do Renan

Nos últimos tempos, o Brasil tem se mostrado como uma montanha russa daquelas em que se viaja “com emoção”, tantos são os sobressaltos, curvas e descidas abruptas. Não passa uma semana sequer sem que sejamos sacudidos com uma notícia bombástica.  Neste ano de 2016 já aconteceu de tudo um pouco, ou um muito, melhor dizendo. A Presidente da República foi julgada e afastada do cargo, depois foi a vez do presidente da Câmara e, agora, o do Senado.

É nesse cenário de sobressaltos e instabilidade política que o país tenta sair de uma das piores crises econômicas já vividas, que levou 12 milhões de brasileiros ao desemprego. A população, cansada, passou a adotar medidas extremas, até violentas, contra os eleitos para representá-la.  

Enquanto, de norte a sul, todos aguardam as revelações da chamada “delação do fim do mundo”, a ser feita pela construtora Odebrecht, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, em decisão liminar, decide afastar o senador Renan Calheiros da presidência da Casa. A medida ainda deve ser apreciada no plenário da Corte, provavelmente na próxima quarta-feira.

Até lá, Renan estribucha, lutando por privilégios e  o foro privilegiado que o cargo lhe confere. Acontece que o senador alagoano agora é réu no Supremo,  por crime de peculato. E, no entendimento do Ministro, como réu, ele não pode mais ocupar um cargo na linha sucessória da presidência da república. O clima entre os poderes está tenso. Quem mandou Renan provocar o judiciário com ameaça de retaliação e mordaça aos magistrados? Um dia depois de o povo tomar as ruas protestando, entre outras coisas, contra o próprio Renan e pedindo o seu afastamento, o clamor popular foi atendido. Só não se sabe até quando.