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Afronta ao poder do estado

A violência está tão incorporada à nossa realidade que os agressores, na certeza da impunidade que os aguarda, chegaram ao máximo da ousadia, para usar um termo mais ameno. A morte do policial do BOPE, Claudemir Sousa, ontem à noite, quando saída da academia no bairro Sacy, foi um afronta ao Estado.

Assaltos, explosões de caixas eletrônicos e assassinatos passaram a fazer parte do cotidiano dos teresinenses. Mas matar um policial de elite, à queima roupa, em um lugar movimentado, chega a ser uma desmoralização para o aparelho estatal. Um dos executores, inclusive, estava usando tornozeleira eletrônica, o que facilitou a sua localização, mas não impediu que ele tirasse a vida do cabo.

A ineficácia da tornozeleira, aliás, já foi tema de capa da Revista Cidade Verde.  Apontada como uma das soluções para desafogar o sistema carcerário, ela não impede que quem a use continue a praticar crimes. Foi o que aconteceu ontem.

Policiais civis e militares queixam-se de que estão cansados de prender bandidos para, logo em seguida, vê-los em liberdade. A sociedade também está cansada de ver isso acontecer. Pior, além dos sinais de cansaço, a população está também sem esperança de ver uma solução para essa violência que grassa em nosso meio. E quando o povo perde a confiança na justiça é porque a situação já está fora de controle.